Sabe aquelas relações que do nada entram na sua vida, ficam por ali por um determinado tempo e depois vão embora sem que você nunca tenha entendido que raio de relação foi essa?
Isso tem a ver com relação amorosa, amizade, um caso, qualquer tipo de relação e por mais que você goste da pessoa, queira ficar com ela, conviver com ela, parece que você nunca a entende.
Essas relações parecem até um desafio, você fica nelas porque tenta entender a pessoa, você quer cativar, agradar, a gente insiste até o cansaço, até quando já ficou com raiva, quando já se magoou, quando já magoou o outro e por alguma razão aquilo que é ao mesmo tempo muito bom e torturante toma seu próprio rumo, sem que você tenha controle.
Por mais que a gente queira que continue - apenas com as coisas boas, claro - às vezes tem que que haver um daqueles eventos importantes para que haja uma definição e eventos importantes nem sempre são grandes eventos, podem ser palavras mal empregadas, ações mal feitas, atitudes em horas indesejadas ou até algo incontrolável por qualquer das partes, mas eventos são eventos e esses sempre são marcantes.
Essas pessoas podem sair das nossas vidas por um tempo, voltar depois ou sair pra nunca mais voltar, mas sabe, tudo o que é complicado ensina, marca e tem que ser valorizado, porque de alguma forma, mesmo que por um breve momento a gente curte esse desafio e tudo o que da trabalho da mais satisfação.
Obrigada, anyway...
Etimologia e Escatologia
segunda-feira, 21 de maio de 2012
domingo, 22 de abril de 2012
Melancolia
Nos últimos dias fui obrigada a permanecer em repouso, por ordens médicas, pra sarar logo.
Mas quem disse que a gente fica completamente quieto? Hoje sei, mais do que nunca, que quanto menos o corpo trabalha mais a mente se agita, pensa, pensa, pensa até cansar, porque o corpo, cansado do descanso se recusa a desligar.
Nessas horas, por menos que se queira bate aquela sensação de cansaço, de abandono de mim por mim mesma e pelos outros, mesmo eu sabendo que não é culpa de ninguém eu estar assim.
O que eu fiz? Tentei manter minha mente ocupada. Como? Crochê, filmes, arrumar a gaveta, cozinhar, arrumar outra gaveta...mas sabe, quando a gente menos percebe, lá está a pulguinha que pica a gente com aquele veneninho leve, mas que incomoda.
Acho que esse tipo de melancolia é como aquelas doenças que só atacam a gente quando a imunidade está baixa e de repente a gente percebe que ela está lá, tipo uma afta na língua ou herpes labial.
Eu sei que logo logo tanto cabeça, quanto corpo voltarão a estar bem, mas que vou carregar cicatrizes, vou ter um trabalhinho pra voltar a ser como era.
Mas amanhã, bem cedo é dia de tirar o pijama, dia de ser positiva, dia de tratar os outros e a mim mesma muito bem e deixar a melancolia ali dobradinha num canto escondido, mas de fácil acesso, talvez, junto com os biquines, que atualmente eu raramente uso.
Mas quem disse que a gente fica completamente quieto? Hoje sei, mais do que nunca, que quanto menos o corpo trabalha mais a mente se agita, pensa, pensa, pensa até cansar, porque o corpo, cansado do descanso se recusa a desligar.
Nessas horas, por menos que se queira bate aquela sensação de cansaço, de abandono de mim por mim mesma e pelos outros, mesmo eu sabendo que não é culpa de ninguém eu estar assim.
O que eu fiz? Tentei manter minha mente ocupada. Como? Crochê, filmes, arrumar a gaveta, cozinhar, arrumar outra gaveta...mas sabe, quando a gente menos percebe, lá está a pulguinha que pica a gente com aquele veneninho leve, mas que incomoda.
Acho que esse tipo de melancolia é como aquelas doenças que só atacam a gente quando a imunidade está baixa e de repente a gente percebe que ela está lá, tipo uma afta na língua ou herpes labial.
Eu sei que logo logo tanto cabeça, quanto corpo voltarão a estar bem, mas que vou carregar cicatrizes, vou ter um trabalhinho pra voltar a ser como era.
Mas amanhã, bem cedo é dia de tirar o pijama, dia de ser positiva, dia de tratar os outros e a mim mesma muito bem e deixar a melancolia ali dobradinha num canto escondido, mas de fácil acesso, talvez, junto com os biquines, que atualmente eu raramente uso.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Não somos uma ilha
"Sonho que se sonha só
é só um sonho que se sonha só
Mas sonho que se sonha junto
É realidade"
Raul Seixas
é só um sonho que se sonha só
Mas sonho que se sonha junto
É realidade"
Raul Seixas
Ahhhh! Voltando de mais uma temporada de recuperação e não falo de estudos!
Segunda vez em menos de um ano em que sou obrigada a me afastar da minha vida para recuperar a saúde e dessa vez tenho muita fé, muita esperança de que seja a última com o tratamento todo a que estou sendo submetida.
Mas sabe, como da outra vez, eu cheguei a conclusão de que Deus sempre nos ajuda e nos traz lições nos piores momentos e que com bom humor tudo fica mais fácil.
Dessa vez eu aprendi que:
"De vez em quando precisamos de uma terapia do tempo das cavernas: causar uma dor muito muito maior para que uma menor, mas prolongada e que atrapalha a vida seja eliminada definitivamente."
Decididamente, não somos uma ilha! Cada vez mais valorizo a minha família, que me ajudou muito agora e sempre! Carinho, afeto, conversas são muito importantes para a saúde e a temporada com eles fez bem para o meu corpo e alma. Sei que eles são importantes para mim, e, mais do que isso, que sou importante para eles.
Graças a Deus tenho meus amigos, que com palavras, gestos, mensagens me ajudaram imensamente nos dias em que estava lá, de molho, sozinha.
Melhor do que ter um local para me refugiar, é ter um lugar para voltar. Continuo a ter muito orgulho da minha casa e de todo o significado dela para mim.
E sem nenhum tipo de puxasaquismo: às vezes nos estressamos com a empresa em que trabalhamos, com o trabalho em si, de ter que acordar todos os dias para fazer a mesma coisa... mas é muito muito, muito bom poder voltar e saber que posso contar com a empresa em que trabalho, ser recebida com tanto carinho pelos meus colegas e amigos e voltar a ter orgulho de ser mais do que uma trabalhadora, mas uma profissional.
Sabe, cada vez mais eu chego a conclusão de que para ser feliz eu não preciso só de mim, com tanta cara e tanta coragem, que nunca serão suficientes para enfrentar esse vidão dificil que está à nossa frente. É preciso ter coragem para confiar nas pessoas e nas instituições das quais dependemos e que dependem da gente e há momentos em que temos que quebrar essa casquinha da nossa cabeça dura, para finalmente entender esse detalhezinho tão simples da vida.
Segunda vez em menos de um ano em que sou obrigada a me afastar da minha vida para recuperar a saúde e dessa vez tenho muita fé, muita esperança de que seja a última com o tratamento todo a que estou sendo submetida.
Mas sabe, como da outra vez, eu cheguei a conclusão de que Deus sempre nos ajuda e nos traz lições nos piores momentos e que com bom humor tudo fica mais fácil.
Dessa vez eu aprendi que:
"De vez em quando precisamos de uma terapia do tempo das cavernas: causar uma dor muito muito maior para que uma menor, mas prolongada e que atrapalha a vida seja eliminada definitivamente."
Decididamente, não somos uma ilha! Cada vez mais valorizo a minha família, que me ajudou muito agora e sempre! Carinho, afeto, conversas são muito importantes para a saúde e a temporada com eles fez bem para o meu corpo e alma. Sei que eles são importantes para mim, e, mais do que isso, que sou importante para eles.
Graças a Deus tenho meus amigos, que com palavras, gestos, mensagens me ajudaram imensamente nos dias em que estava lá, de molho, sozinha.
Melhor do que ter um local para me refugiar, é ter um lugar para voltar. Continuo a ter muito orgulho da minha casa e de todo o significado dela para mim.
E sem nenhum tipo de puxasaquismo: às vezes nos estressamos com a empresa em que trabalhamos, com o trabalho em si, de ter que acordar todos os dias para fazer a mesma coisa... mas é muito muito, muito bom poder voltar e saber que posso contar com a empresa em que trabalho, ser recebida com tanto carinho pelos meus colegas e amigos e voltar a ter orgulho de ser mais do que uma trabalhadora, mas uma profissional.
Sabe, cada vez mais eu chego a conclusão de que para ser feliz eu não preciso só de mim, com tanta cara e tanta coragem, que nunca serão suficientes para enfrentar esse vidão dificil que está à nossa frente. É preciso ter coragem para confiar nas pessoas e nas instituições das quais dependemos e que dependem da gente e há momentos em que temos que quebrar essa casquinha da nossa cabeça dura, para finalmente entender esse detalhezinho tão simples da vida.
domingo, 18 de março de 2012
Superstition ain't the way

Clica aí para ouvir enquanto lê:
Desde pequena minha mãe sempre dizia: "engasgou com saliva é supresa boa".
Minha avó também me falava: "sapato em cima da mesa não presta"
"Não deixa cair a faca no chão que é briga / caiu colher no chão é visita de mulher"
A vida toda a gente fica rodeado, recheado de supestições que vem da nossa criação, que vem do consciente coletivo e às vezes aquelas que a gente mesmo cria, afinal de contas criatividade pra arrumar minhoca na cabeça é que não falta pro ser humano, pra mim então, nem se fala.
Sabe as tais coisas bobas do dia a dia do tipo: tem que começar o banho lavando o braço esquerdo?
Pois é, fico às vezes pensando que em alguns dias guardar essas superstições pode ser bom, como pode ser ruim... é um consolo pensar que o leve engasgo com saliva é sinal de sorte, mas cadê a surpresa boa?
As vezes a gente fica acreditando que só porque passou por uma coisa ruim, algo bom tem que vir em seguida para compensar.
Ou ao contrário, que só por algum dia na vida fizemos algo não tão bom e que por isso pagaremos "com azar" por um bom tempo (sabe o tal do espelho quebrado?).
Apesar de eu bem gostar de uma magiazinha positiva, de uma mandinga, de um pezinho de coelho (não o de verdade, mas algm tipo de talismã, vai?), eu acho que tudo na vida depende da gente, se somos ou não positivos frente a uma batalha, frente a um dia ruim, frente a um desafio.
Eu acho que o nosso maior talismã é um sorriso, ou o esforço para obter um sorriso no rosto e a superstição é a maneira de encararmos a vida, de encontrar um caminho frente ao trânsito congestionado do nosso tempo.
E se mesmo assim as coisas não darem certo... é bom não dar chance pro azar: ter conosco um bom talismã, nem que seja pendurar uma ferradura no pescoço e evitar passar por baixo de uma escada, manusear espelhos com cuidado, não botar sapatos virados pra baixo e nem em cima da mesa, não desperdiçar sal....
quinta-feira, 15 de março de 2012
Cheia de história

Há pouco estava conversando com um amigo e falando sobre duas coisas que carrego na minha identidade e na minha alma: o nome e as várias histórias sobre tudo, desde o nome.
Desde pequena sempre me questionaram sobre o meu nome, seja com graça, curiosidade ou puro sarro. Já houve épocas que eu quis me chamar Fernanda, Daniela ou Andrea, nomes mais comuns e que não dava margem a ser alvo de bulling.
Mas depois de passar pela infância, passei a gostar do meu nome, por ele ser diferente, simples de falar e forte: BETHÂNIA! Quem não se assustaria ao ser chamada de Bethânia e não de Be, Beta, Betinha, simplesmente.
Eu só fui descobrir a verdadeira origem do meu nome depois de grande, e sorte a minha quando eu já falava, ou tinha uma boa noção de inglês. Eu pesquisei o significado (a cidade em que Jesus fez o milagre de Lázaro), li sobre o assunto, mas não sei como um dia minha mãe me contou que era pra eu me chamar Aline, mas como sua idéia foi roubada, acabou lembrando de uma música: Better better beta beta Bethânia / please send me a letter...
É uma musica de um disco bem importante pra MPB, de quando o Caetano estava no exílio, o mesmo em que ele toca London London.
Pra quem quiser ouvir:
http://www.youtube.com/watch?v=SvsAOZv-QYY
Eu bem queria saber tocar ou compor, talvez pra fazer jus ao nome. Dá aquela invejinha branca...
segunda-feira, 12 de março de 2012
Happiness
"Happiness hit her like a train on a track
Coming towards her stuck still no turning back
She hid around corners and she hid under beds
She killed it with kisses and from it she fled
With every bubble she sank with her drink
And washed it away down the kitchen sink"
Florence + The machine
Florence + The machine
Tem horas que um deteminado sentimento vem assim devagarinho tomando conta da gente
devagarinho como os trens da Linha Luz/ Francisco Morato da CPTM
Meio aos trancos e barrancos
Às vezes velha e sem manutenção
Às vezes tinindo de nova e cheia de publicidade
Eu agora estou naquela fase do quase tinindo de nova, cuidando do aço, polindo e deixando mais bonito o que for posssível
Mas sei que ainda falta o cuidado interno (a saúde TEM que ficar completa)
Aos pouquinhos vou atrás
Mas eu sei que a felicidade está lá e é ela quem não me deixa me entregar
Ela é mais forte, me levanta, me ergue e ganha o cabo de guerra contra a doença e a tristeza
E essas muitas vezes, coexistindo, em plena simbiose até que ganham uma força
Mas a tal da felicidade empurra pra fora a matilha de cães
http://www.youtube.com/watch?v=iWOyfLBYtuU&ob=av2e
devagarinho como os trens da Linha Luz/ Francisco Morato da CPTM
Meio aos trancos e barrancos
Às vezes velha e sem manutenção
Às vezes tinindo de nova e cheia de publicidade
Eu agora estou naquela fase do quase tinindo de nova, cuidando do aço, polindo e deixando mais bonito o que for posssível
Mas sei que ainda falta o cuidado interno (a saúde TEM que ficar completa)
Aos pouquinhos vou atrás
Mas eu sei que a felicidade está lá e é ela quem não me deixa me entregar
Ela é mais forte, me levanta, me ergue e ganha o cabo de guerra contra a doença e a tristeza
E essas muitas vezes, coexistindo, em plena simbiose até que ganham uma força
Mas a tal da felicidade empurra pra fora a matilha de cães
http://www.youtube.com/watch?v=iWOyfLBYtuU&ob=av2e
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Cansada!
Ahh, carnaval...
Ótima oportunidade para descansar, dormir, não fazer nada.
Mas puxa vida, minha vida está ultimamente muito resumida ao trabalho. Nos dias normais eu só trabalho e quando chego em casa só quero descansar do trabalho.
Estou em busca de novas atividades, praticar lazer, fazer alguma atividade prazeirosa, diferente e não relacionada a trabalho... e praticar "nadismo" em casa não está incluso.
Agora no final de semana de carnaval, estou na busca da fuga do carnaval. Já falei aqui do "direito inalienavel ao mau humor" e além dele, eu defendo que nesses feriados, como Natal, Ano Novo e carnaval, não somos obrigados a sermos 100% felizes o tempo todo, viver na folia, ser fofos e abraçar a todos... é muito frustrante a gente buscar a felicidade por obrigação.
Eu prometo que vou buscar a felicidade, mas como remédio homeopático, que vem em pequenas doses para que o resultado seja permanente.
Acho que nem um momento de felicidade e nem um dia de trabalho tem que passar assim tão rápido que nem notamos, mas a gente tem que ter esse cuidado de, de vez em quando, dar uma parada e olhar, analisar o que fazemos com o nosso cotidiano, afinal é nele que botamos as pedrinhas de lego da nossa felicidade e não no fast food que é um final de semana de carnaval.
Ótima oportunidade para descansar, dormir, não fazer nada.
Mas puxa vida, minha vida está ultimamente muito resumida ao trabalho. Nos dias normais eu só trabalho e quando chego em casa só quero descansar do trabalho.
Estou em busca de novas atividades, praticar lazer, fazer alguma atividade prazeirosa, diferente e não relacionada a trabalho... e praticar "nadismo" em casa não está incluso.
Agora no final de semana de carnaval, estou na busca da fuga do carnaval. Já falei aqui do "direito inalienavel ao mau humor" e além dele, eu defendo que nesses feriados, como Natal, Ano Novo e carnaval, não somos obrigados a sermos 100% felizes o tempo todo, viver na folia, ser fofos e abraçar a todos... é muito frustrante a gente buscar a felicidade por obrigação.
Eu prometo que vou buscar a felicidade, mas como remédio homeopático, que vem em pequenas doses para que o resultado seja permanente.
Acho que nem um momento de felicidade e nem um dia de trabalho tem que passar assim tão rápido que nem notamos, mas a gente tem que ter esse cuidado de, de vez em quando, dar uma parada e olhar, analisar o que fazemos com o nosso cotidiano, afinal é nele que botamos as pedrinhas de lego da nossa felicidade e não no fast food que é um final de semana de carnaval.
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